17 de junho de 2009

Tempo de espera...


Apesar de ter me convertido em 1995, algo especial na minha vida com Deus começou a acontecer no ano de 2001.
Senti que não era eu quem estava buscando ao Senhor... mas Ele estava me buscando, me perseguindo com Sua presença... Ele veio com força e arrebatou meu coração! Que tempo maravilhoso! Parecia que tudo ao meu redor exalava Deus e seu perfume, Sua alegria.
Junto comigo muitos foram contagiados por essa presença que chegou e não foi mérito de ninguém... Deus decidiu se revelar a nós.
Muitas manifestações sobrenaturais começaram a acontecer em meio à adoração, muitas curas, libertações, salvação...

Junto com todo esse sentimento de paixão por Jesus, essa descoberta do sobrenatural na adoração, nas curas, veio ao nosso coração uma certeza de que somos uma geração especial, com a função de clamar pela vinda do Reino de Deus à Terra e preparar o caminho do Senhor. Nós somos essa geração...

Porém não sabíamos que até que isso aconteça há um tempo de espera. Há um tempo onde o Pai está nos ensinando princípios, como fazer o que Ele quer que façamos, como sermos guiados pelo Espírito Santo, aprender a obediência... e isso leva TEMPO!

Estamos em 2009, passaram-se mais ou menos 8 anos desde que o Senhor me despertou profundamente e começou a falar que está próximo o Reino de Deus.

Nós como filhos fomos levados ao deserto. Aquele tempo de paixão extravagante e gargalhadas deu lugar a um tempo de aprendizado, de sentar para ouvir, de ter todas os pecados e mazelas tratados e durante esse período nem sempre estamos sorrindo. Muitas vezes esse tempo é marcado pelo choro. Mas não muda o fato de que Deus nos ama e nós o amamos profundamente.

Tenho certeza de que estamos como Jesus, que aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu(Hb 5:8).
Aos 12 anos de idade Jesus começou a entender quem ele era no reino de Deus e vemos isso quando ele falou para Maria que importava estar na casa de seu Pai (Lc 2: 40 - 52). Depois desse relato, nada mais foi falado sobre a vida de Jesus durante sua juventude.
Você já parou pra pensar o que Jesus fez aos 15 anos? Aos 18 anos? Aos 25, 27 anos? Hehehe..
Depois desse acontecimento aos 12 anos, a bíblia só torna a falar de Jesus quando este tinha 30 anos e se manifestou ao mundo! Ou seja.. dos 12 aos 30 anos Jesus estava sendo preparado por Deus para se manifestar ao mundo e com certeza durante esse tempo de aprendizado Jesus sabia quem ele era... o cordeiro de Deus, o filho de Deus, Pão da vida, Luz do mundo... mas foram 18 anos de espera... de deserto... talvez de silêncio.

Escrevo a todos aqueles que foram despertados por Deus junto comigo, antes de mim e depois de mim. Não pense que aquilo que aconteceu na sua vida foi só emoção, como muitos tem pensado. Aquele foi um tempo de despertamento e quem correspondeu ao despertamento está agora sendo preparado como filho de Deus para se manifestar ao mundo.
Talvez você não esteja sorrindo muito nesse tempo, nem "caindo no poder" como antes, porque o Pai está mexendo nas suas estruturas, te fazendo aprender a obediência e muitas vezes esse caminho é doloroso. Mas permaneça! Não fuja do tratamento de Deus! Não deixe que o tempo de espera te faça sair do caminho que o Pai propôs a você. Se teu coração está esfriando.. volta ao primeiro amor, às primeiras obras!! E receberemos a recompensa do Senhor, comeremos da árvore da vida (Ap 2:1 - 7).
Muitos têm agora se alimentado da árvore do conhecimento e têm morrido em seus próprios conceitos, "achismos" e opinião.. mas àqueles que permanecem no primeiro amor e praticando as primeiras obras.. a esses é dado comer da árvore da vida, que nos mantêm alimentados através de uma fonte inesgotável, de onde flui a vida de Deus.

Passe pelo tempo da espera, da gestação... não aborte o que Deus começou a fazer em você. Se submeta em amor!

Paz.

14 de junho de 2009

Os propósitos de Deus no sofrimento do homem


Eclesiastes 3.1

A Bíblia afirma que (...) há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec 3.1). Não há acasos; Deus tem um propósito para cada acontecimento. Sendo assim, nós não podemos imaginar que Deus não tem propósitos para o sofrimento. Nem mesmo o sofrimento humano acontece por acaso.

1 – PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS ÍMPIOS

Manifestar o caráter santo de Deus Salmo 107.17 – Esse texto afirma que os ímpios serão afligidos por causa dos seus pecados. As dores e as angústias sobrevêm aos incrédulos como conseqüência das suas transgressões. Há pessoas que vivem com o coração longe de Deus, se afundam nas suas iniqüidades e que, quando sofrem, perguntam-se: “Por que eu tenho sofrido tanto?” Deus, por causa de Sua própria santidade, além de abominar o pecado não pode ficar impassível diante de práticas pecaminosas. Assim, Ele age permitindo o sofrimento àqueles que vivem na prática do pecado.

Promover a prática da justiça

Is 26.9 – O sofrimento que Deus permite aos ímpios tem por objetivo levá-los a aprender a viver uma vida reta. Uma das maneiras de se levar uma pessoa ímpia a viver uma vida correta é aplicando-lhe uma penalidade. A manifestação da justiça de Deus tem um efeito saudável dentro da sociedade, pois as pessoas começam a andar em retidão pelo medo da “punição”.

2 – PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS CRISTÃOS

Levar o crente de volta ao caminho correto Pv 3.11-12 – A dor é o “megafone” que Deus usa para fazer o “surdo” ouvir o que Ele tem a dizer. Quando estamos enfrentando dores e sofrimentos, devemos pedir a Deus para nos mostrar o caminho correto a seguir, para ajudar-nos em nossa conduta, fazendo-nos voltar para o caminho da retidão. Além do mais, é necessário compreender que esse tipo de ação permissiva de Deus (dor e sofrimento) não é sinal de que Ele nos abandonou. Pelo contrário, é sinal de que Ele nos ama, desejando nos levar a andar no melhor caminho: o caminho da vida.

Desenvolver uma capacidade de compaixão pelos outros

II Co 1.4-5 – Esse texto nos ensina algumas verdades acerca do sofrimento: É Deus quem nos conforta no sofrimento – No mundo, nós, que somos cristãos, sempre vamos passar por tribulações (Jo 16.33). Todavia, com Deus esse estado de miséria é aliviado. Por essa razão, no verso 3 Deus é chamado de “o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”. Deus está sempre disposto e é totalmente poderoso para nos consolar e nos confortar em nossos momentos de angústia e dor.

É Deus que nos capacita para confortar no sofrimento de outros – O sofrimento é uma excelente escola, onde aprendemos a consolar e confortar as pessoas da mesma maneira como Deus o faz. Nós, seres humanos, somos diferentes de Deus: Enquanto Ele conhece todas as coisas sem nunca as ter experimentado, nós só conseguimos aprender a fazer algo através da experiência. Nunca aprenderemos a confortar pessoas a menos que passemos pelo sofrimento e recebamos o conforto divino. Se o próprio Jesus teve de aprender a obedecer pelas coisas que sofreu, tendo de experimentar o sofrimento e a tentação para poder socorrer os que são tentados (Hb 2.8), quanto mais nós temos de aprender na prática sobre a consolação divina para podermos consolar os que estão sofrendo.

Deus enviou Cristo para que a nossa consolação transborde por meio dEle – Paulo também aprendeu a glorificar o merecedor de todas as graças que recebemos de Deus. Como recebemos a capacidade de consolar, temos de aprender a glorificar a Cristo, porque toda a nossa capacidade de confortar é transbordada por meio de Cristo.

Confirmar o valor da fé

1 Pe 1.6-7 – O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer o crente crescer na sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo – A ação do fogo é múltipla. Ele destrói, consome, aniquila; mas a Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado. O processo de confirmação de nossa vida em fé é comparado ao processo da depuração do ouro pelo fogo.

Pedro diz que a confirmação da fé vem por uma gama de sofrimentos – O fogo é sinônimo de sofrimento causado pelas provações: passamos por ele e por meio dele somos confirmados em nossa fé. Os destinatários da carta de Pedro estavam sendo provados com aflições. Não haveriam de sofrer por muito tempo, mas estavam sofrendo para que o valor da sua fé fosse confirmado. O sofrimento tem várias manifestações: Deus permite várias formas para causar crescimento no meio do seu povo. Por essa razão, Pedro diz que os crentes seriam contristados (entristecidos) “por várias provações”. Esse teste de fé está longe de ser uma experiência agradável.

Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé vem quando necessário – Nem todos os cristãos que passaram pelo mundo experimentaram os sofrimentos dos quais Pedro falava. Por essa razão ele diz: “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações (...)”. A conclusão que se pode tirar dessa passagem é que nem todos sofrem, porque não é necessário que haja crescimento ou confirmação da fé somente por meio do sofrimento. O sofrimento não é algo inevitável ou necessário.

Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé não é longo – Mesmo que em certas ocasiões o sofrimento possa vir sobre os crentes, ele não permanece para sempre. Pedro diz que os crentes são contristados “por breve tempo”. O sofrimento é de duração limitada. Aliás, não podemos nos esquecer de que a duração curta da provação está em contraste com a alegria de que vamos desfrutar amanhã. Mesmo que o sofrimento dure a noite inteira, a alegria vem pela manhã.

Aperfeiçoar o caráter cristão

Rm 5.3-4 – Nesse texto, Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos cristãos. Mas, diferentemente da versão Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira, há outras versões da Bíblia que traduzem o texto de uma forma diferente. A palavra “tribulações” é traduzida como “sofrimentos”, “perseverança” é traduzida como “paciência” e “experiência” é traduzida como “caráter provado”. Assim: Paulo diz que os sofrimentos produzem perseverança – Na língua grega, a palavra “perseverança” pode também ser traduzida por paciência, persistência, constância. Essas são algumas características que se apresentam no homem maduro, que se mantêm leal à sua fé e aos seus propósitos mesmo quando está debaixo das maiores tribulações ou sofrimentos. Em geral, não crescemos quando estamos em plena calmaria de problemas. Em todos os ramos, o desenvolvimento aparece em hora de crise ou sofrimento.

Paulo diz que a perseverança produz experiência – Essa é parte da reação em cadeia. Assim como os sofrimentos produzem a perseverança (ou paciência, ou constância, ou persistência), esta produz experiência. Na língua grega, a palavra “experiência” pode ser traduzida por “caráter provado”. A idéia é a de alguém que foi testado e saiu vitorioso no teste, tendo desenvolvido um caráter amadurecido pelos sofrimentos.

Paulo diz que a experiência produz esperança – O sofrimento do cristão o conduz à perseverança, à firmeza, à constância e à paciência porque eles são conectados à esperança. Há alguma coisa no final que os faz levantar os olhos e crer na mudança dos acontecimentos. Para o cristão, o sofrimento é o ponto em que o poder da esperança fica cada vez mais claro, ligando o nosso presente ao futuro de vitória, porque para o cristão “os sofrimentos do tempo presente na são para comparar com a glória a vir ser revelada em nós” (Rm 8.18).

Conclusão

Quando você estiver sofrendo pelas mais variadas razões, lembre-se de que você não é um desafortunado, mas um amado de Deus. Os sofrimentos pelos quais você tem passado são maneiras belamente estranhas de Deus fazer bem à sua vida.

- Ele tem levado você de volta ao caminho dele, que é o caminho da vida, endireitando as suas veredas tortuosas. Se Deus não lhe houvesse mostrado o seu amor disciplinador, onde você estaria ainda?
- Ele tem ensinado você a ter compaixão dos outros que sofrem.
- Ele tem confirmado o valor da sua fé, por meios das tribulações pelas quais você passa.
- Ele tem aperfeiçoado o seu caráter.

BY ANA PAULA VALADÃO

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